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Lacrimas Profundere - La Naissance D'Un Rêve (1997)

Este não é um álbum de metal gótico tal como os outros. O que chama a atenção é a forma como todo o álbum foi produzido. Estou a falar do encarte que sugere uma triste imagem em arte Barroca, temática fortemente gótica, musicalidade obscura e sensível e linguagem poética.

Falando de musicalidade, é notável o uso de instrumentos sinfônicos. No metal gótico seria comum, nada especial, mas não é o caso do álbum La Naissance d'un Rêve (O Nascimento de um Sonho). O Lacrimas Profundere traz uma excelente combinação entre os metais e instrumentos sinfônicos, porém isso não é feito ao acaso, fruto da formação Clássica, provando cuidado e segurança em tocar, transmitindo assim propositadamente, o sentido da fragilidade. Os vocais são típicos do metal gótico, e também une vocais masculinos limpos sob a forma de "leitura" de pequenos versos.

Paradise Lost - Draconian Times (1995)

A sonoridade de Draconian Times está em harmonia com a melancolia e a agressividade. Apesar de apresentar riffs pesados ​​e agitados, a banda continua a ser melódica ao passo que faz um som cru e objetivo. O comprimento médio das canções  está em torno de quatro minutos, o que torna o álbum bastante acessível sem ser ridiculamente exagerado em longo prazo. Neste álbum tristeza e melancolia são mantidas impecáveis. O som continua depressivo e melancólico, não importa o quão alto a afinação das guitarras, ou quão alto seja os vocais cavernosos de Nick Holmes. Paradise Lost atingiu essa atmosfera quadrupla com perfeição. Canções como a "Hallowed Land", incrível combinação de piano clássico, guitarra base turbulenta e guitarra solo melodiosa tilint, e com uma atmosfera cadenciada, ao passo que introduz o uvinte a um imaginário de miséria e tristeza.

Os vocais do Sr. Holmes Hetfield reforça todo sentimento, embora se aproxime mais como agressivo do que triste, ele ainda soa bastante melancólico. Sua voz é poderosa o suficiente para levar as músicas para um fim, na verdade, sua voz é muito bonito um trunfo para uma banda com guitarras excencialmente lentas e graves, e as letras introspectivas de Holmes sobre a realidade da vida em decadência e seu mundo. Infelizmente a música como inefável cai em repetição em algum lugar. A banda foi inteligente o bastante para manter o comprimento curto o suficiente para evitar o excesso dearranjos repetidos, mas o álbum pode parecer "samey", já que às vezes você vai se sentir como se já tivesse ouvido tudo isso antes em algum momento. A sensação deprimente que o álbum transmite não é alterada de alguma forma pelo tempo das músicas, embora sonoridade às vezes varie de lenta para um pouco mais rápida (como Once Solemn e a The Last Time.)

Paradise Lost, portanto, oferecer-nos um dos pratos mais genuínos do gothic/doom metal dos anos 90. Um modelo para muitas bandas no estilo a seguir, este é um esforço louvável de um dos inovadores deste estilo particular de metal, e embora a banda faça inevitavelmente um som agradável em algum momento, lembre-se que esta é uma música feita para um estado o humor e não para o mercado da prostituição fonográfica. Contanto que você não toque este álbum muito, você vai perceber que isso é praticamente o melhor que o estilo tem para dar.
Gênero: Gothic metal, doom metal
Integrantes:
Nick Holmes – Vocal
Gregor Mackintosh – Guitarra
Aaron Aedy – Guitarra
Steve Edmondson – Baixo
Lee Morris – Bateria